Notas sobre o absenteísmo docente

  1. Vários pontos pra gente discutir, um texto que deveria chegar a todas as UEs (será que não dizer a “escola” tem algo a ver?). A questão da culpa me impressiona e sei poderemos inclusive discutir isso, nós dois, por msn, rs.
    beijos. Você é maravilhoso, sério mesmo.

  2. Lilian Cristiane Almeida dos Santos

    Oi, Edu! Como sempre, um texto claro, abordando diferentes facetas da questão. Mas, pessoalmente, não concordo com um dos argumentos. O conceito de baixo comprometimento pode ser bastante abrangente, desde a frequência, a postura diante das situações escolares, passando pelo comprometimento como classe profissional. Não estou aqui defendendo a “falta de caráter”, pois o que falo não se aplica nesse ponto. Penso inclusive que há mais falta de compromisso com o trabalho quando se empata deliberadamente o trabalho escolar, mesmo presente, entregando as coisas em dia, participando de tudo, tudo “entre aspas”. Geralmente essas pessoas são premiadas como se fossem comprometidas, pois atendem à área administrativa, mas não à educacional. Penso que a gente deveria definir o que seria o chamado comprometimento com a escola, talvez essa seja a origem da discussão. Beijos!

  3. Sylvie

    O tema é altamente complexo, e o texto, como não poderia deixar de ser, provocativo. Difícil fazer uma reflexão sobre o absenteísmo docente que consiga elucidar questões estruturais sem parecer uma defesa irrestrita às faltas dos professores. Edu faz isso com maestria, que só você tem.
    Pois bem, a perda de “tesão”, as condições de trabalho e salariais, a crueldade da políticas educacionais e a profissão docente apenas como um emprego são desafios que vem se enraizando e que, ao meu ver, devem compor a pauta de uma retomada histórica e difícil de luta pela educação brasileira.

  4. Jorgete

    Eduardo:
    Você tem mesmo uma sensibilidade inigualável para abordar nossos problemas educacionais. Espero que os colegas tenham a mesma disposição para encarar nossos problemas. Você forneceu, neste belo texto, um bom motivo para reflexão e, quem sabe?, para mudarmos nossos posicionamentos e nos unirmos para recuperarmos nossa autonomia em sala de aula, sem que ninguém venha nos impor mais nada. Afinal, cada um deve saber o que é melhor para seus alunos, sem contudo esquecer que no grupo de professores, devemos interagir sempre, enriquecendo cada vez mais nossas propostas.
    Parabéns pela matéria. Adorei!!!

  5. Texto sensível, profundo e coerente. Sou professora da rede pública e sinto de perto, em minha pele e nas dos outros professores exatamente este esvaziamento da identidade do professor. O silêncio nos espaços da escola é triunfante e as vozes, quando ecoam, o fazem legitimando o discurso da incompetência, da falta de compromisso ou do heroísmo (conforme a voz da instituição prega).
    Estou tentando realizar uma pesquisa no mestrado sobre a configuração da identidade do professor e estou sofrendo muito. Ora por não espaço, ora por não encontrar identidade nenhuma. Penso que sua matéria norteou meu olhar: talvez não esteja “tocando” a identidade do professor, porque ela não exista.
    Um abraço,
    Eva Rocha

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