Tenho escrito algumas coisas sobre escola, educação e que tais, quase sempre instado pela atuação no movimento sindical, na Apeoesp. São tempos difíceis para os educadores, e isso se reflete no sindicato, também.
Arquivo para a categoria 'Crônicas de Escola'
Textos de intervenção na Apeoesp
Publicado 05.12.2009 r Apeoesp na Escola e na Luta , Destaques Deixar um ComentárioOs desafios da escola pública em tempos de tecnocracia contra a educação
Publicado 14.11.2009 r Apeoesp na Escola e na Luta , Crônicas de Escola 2 ComentáriosTags: gestão democrática, jornada de trabalho, pedagogia da competência, SEE-SP, Tese
O Coletivo Estadual “Apeoesp na Escola e na Luta” lançou uma publicação na 4ª Conferência Estadual de Educação da Apeoesp, realizada em Serra Negra entre os dias 17 e 19 de novembro. Leia este texto em PDF, aqui.
1. Professor: uma espécie em extinção?
Alardeiam que em pouco tempo não haverá mais professores, conforme atestam os dados recolhidos de algum censo oficial quanto à baixa procura por cursos de formação para o magistério no ensino superior.
Foi então que o Ministério da Educação lançou uma bonita campanha publicitária de valorização da profissão, repetindo velhos e fáceis bordões sobre a importância da educação e dos que nela atuam, da humanização promovida pelo contato entre as gerações de professores e alunos, coisa reconhecida mundialmente. Pretendem assim salvar a espécie da iminente extinção.
Com efeito, os professores já fomos mais prestigiados. A campanha do MEC faz um singelo apelo à nostalgia, muito distante entretanto da imagem que se faz da escola atual e de seus professores.
Continue lendo ‘Os desafios da escola pública em tempos de tecnocracia contra a educação’
“Vigiar e punir é política estranha à educação”, avalia professor
Publicado 03.07.2009 r Apeoesp na Escola e na Luta , Crônicas de Escola , Entrevistas 6 ComentáriosTags: Direitos Humanos, gestão democrática, SEE-SP, violência nas escolas
Há duas semanas, o governo de São Paulo anunciou parte de um plano de combate à violência nas escolas da rede estadual. O plano se fundamenta na instalação de câmeras nas escolas e no deslocamento de um oficial da Polícia Militar para trabalhar na Secretaria de Estado da Educação. Sua função será “realizar um trabalho de inteligência”.
Serão instaladas 11 mil câmeras em todas as 2200 unidades de ensino da região metropolitana de São Paulo. A proposta é mapear os problemas que ocorrem nas escolas.
O Observatório da Educação entrevistou Eduardo Amaral, professor de filosofia da rede estadual de São Paulo. Ele avalia o plano de combate à violência nas escolas da rede estadual, anunciado pelo Governo de São Paulo.
OE – Como avalia a instalação de câmeras nas escolas da rede estadual de São Paulo como forma de combate à violência?
Eduardo – A impressão geral é ruim, porque traz outro tipo de cultura para a escola, deixando de lado o caráter pedagógico que poderia ter a questão da disciplina escolar. Transforma num caso de polícia. Acho isso grave. Por outro lado, considero que vai ser um enorme gasto de dinheiro e que não terá os resultados esperados. Burlar a câmera ou fazê-la sumir vai virar uma espécie de regra. Acho um equívoco grave do estado, de manter uma política de vigiar e punir, que é absolutamente estranha à educação.
Continue lendo ‘“Vigiar e punir é política estranha à educação”, avalia professor’
O Observatório da Educação da Ação Educativa é um programa de grande relevância para a educação. Partindo da constatação de que toda a cobertura da mídia sobre o assunto é pautada pelos governos, o Observatório dá voz aos que trabalham na educação, fazendo divulgar o “lado B” da história, bem como disseminar outras temáticas que nascem do ofício de professor, por vezes muito distantes das iniciativas governamentais.
Por Eduardo Amaral
Primeira aula do ano letivo. Entro na sala de aula; os alunos estão à espera. É de bom tom que eu me apresente, antes de qualquer coisa – e começamos as apresentações pelo nome: “Eduardo”.
Com isso nada se diz senão o nome que meus pais escolheram para chamar àquela criatura, que sou eu. Ou que era eu, pois de lá para cá, muita coisa mudou. Continuo o mesmo? Com o mesmo nome. Continue a leitura do artigo

Textos de