Sociologia e Filosofia no currículo do ensino médio

A notícia me chegou através de uma ex-aluna, a Isabela Elias, que atualmente trabalha na editora. Que, quando ela folheava ainda as provas da revista, pronta para ir para a gráfica, deu de cara com a minha cara: “Tem até uma foto sua!”, disse ela, e me enviou.

Revista Educação ed 214 fev 2015
Revista Educação, ed. 214, fev. 2015

Pois então! Começavam a chegar nas bancas os exemplares da edição de fevereiro (214) da Revista Educação, com uma reportagem da querida Cristina Charão. Continuar lendo Sociologia e Filosofia no currículo do ensino médio

“A Exploração Capitalista”

O texto que se segue foi uma das exposições mais didáticas – e de caso bem pensado, como se verá – que encontrei sobre a teoria da mais-valia de Marx. É de um folhetinho assinado por uma tal de Bertha Dunkel. As circunstâncias da circulação deste folheto, e de sua redação, são o assunto de um pequeno ensaio de Roberto Schwarz sobre o didatismo na literatura, tomando este textinho como um caso exemplar – ainda que criado como um artifício para ilustrar a tese. Continuar lendo “A Exploração Capitalista”

“O Manifesto do Partido Comunista”

Um texto fundamental. Pra começo de conversa, ler, anotar e discutir o Manifesto Comunista, a luz do seu próprio contexto histórico e também do nosso, reparando no que somos ainda semelhantes e no que nos distanciamos dele. Tal é o ponto de partida para uma leitura do texto.

E diria que é necessário, de tempos em tempos, sempre voltar a lê-lo, afastando-se entretanto de qualquer viés dogmático (e há quem o leia equivocadamente como se fosse livro sagrado…). É como o manifesto de fundação de toda tradição à esquerda, desde Marx, de onde podemos supor que nele ainda há algo de vigente. E há.

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“Hoje eu quero voltar sozinho”: a força do singelo

Esse seria apenas mais um filme de “colegiais”, para exibição na ‘sessão da tarde’, sobre as desventuras amorosas e suas primeiras experiências em busca da afirmação da própria identidade, a descoberta de emoções, sensações, sentimentos – e do sexo – entre adolescentes que atravessam o tempo de escola. Continuar lendo “Hoje eu quero voltar sozinho”: a força do singelo

Integração lar-escola

O professor José Mário Pires Azanha (1931-2004) foi quem escreveu a apresentação de um livrinho publicado por aqui em 1978 e infelizmente bem esgotado – trata-se de Reflexões sobre Educação (SPaulo: Saraiva), ou Propos sur l’éducation, publicado originalmente em francês em 1932, de Émile Chartier, mais conhecido e notabilizado pelo pseudônimo ALAIN (1868-1951). O título da apresentação brasileira ficou assim: “Alain ou a pedagogia da dificuldade” – o que sugere, de partida, que pedagogia não é mesmo coisa fácil, por um lado, e que enfrentar as dificuldades exige escapar das soluções simplistas, por outro.

Alain [Émile Chartier] (1868-1951)
Alain [Émile Chartier] (1868-1951)
Zé Mário, com a sobriedade que lhe era muito característica, traçava um panorama do ideário pedagógico de Alain – professor do ensino normal da República Francesa, em inícios do séc. XX. Continuar lendo Integração lar-escola

Um verbete: CIÊNCIA

Raymond Williams. Palavras-Chave: um vocabulário de cultura e sociedade. São Paulo, Boitempo, 2007, pp. 78 a 82. Tradução Sandra Guardini Vasconcelos.
Raymond Williams. Palavras-Chave: um vocabulário de cultura e sociedade. São Paulo, Boitempo, 2007, pp. 78 a 82. Tradução Sandra Guardini Vasconcelos.

Raymond Williams, um dos nomes de referência para os estudos culturais, elucida como o termo inglês (science) foi sendo usado ao longo do tempo e conformando o que entendemos hoje como ciência, pelas distinções relativas a outros termos e pela especialização que assimilou em seu significado.

É importante ressaltar, todavia, que o mesmo não ocorreu em língua francesa – e muito menos em português, em que usamos uma expressão estranha aos ouvidos de quem fala inglês: as tais “ciências humanas”…

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